1️⃣ As transferências imediatas saíram do nicho O Banco de Portugal diz que as transferências imediatas em Portugal cresceram 1.624% em número e 398% em valor em 2025. No 4.º trimestre, já eram 70% das transferências.

💡 Porque importa O carril muda rápido: menos dependência do cartão em certas operações, mais pressão sobre UX, confirmação de beneficiário e pricing dos pagamentos.

☕ Conversa de café Quando a transferência chega em segundos, que compras ainda precisam mesmo de passar pelo cartão?


2️⃣ O cartão vive mais no plafond do que na dívida O BdP contava 7 milhões de cartões de crédito no fim de 2025, mas cerca de 40% não tinham dívida e quase 20% estavam sem uso há mais de sete anos.

💡 Porque importa Aquisição não é utilização. O valor está em ativar uso recorrente sem empurrar revolving caro, que fechou 2025 com TAEG de 17,9%.

☕ Conversa de café Quantos cartões contam como cliente e só aparecem quando há campanha no retalho?


3️⃣ A fraude baixou, mas ficou mais operacional As perdas com fraude em cartões e transferências caíram 40,4% no 1.º semestre de 2025, para 5,3 milhões de euros. Ainda assim, o BdP aponta engenharia social, malware e controlo remoto em canais móveis.

💡 Porque importa Menos fraude não significa menos custo. A operação passa a decidir quando trava, quando deixa passar e quem paga a perda depois da autenticação forte.

☕ Conversa de café Se o cliente carregou no botão certo depois da burla, quem é que lhe explica a fronteira?