1️⃣ O crédito às empresas voltou a apertar na zona euro

No SAFE do BCE para o 1T26, um saldo líquido de 26% das empresas disse ter pago juros mais altos nos empréstimos, contra 12% no trimestre anterior. Houve também mais queixas sobre comissões e colateral, e a disponibilidade de crédito piorou ligeiramente.

💡 Porque importa

Para banca comercial, isto é sinal de repricing ainda vivo com clientes já mais sensíveis. A margem aguenta, mas a produção nova fica mais frágil.

☕ Conversa de café

Com juros, fees e colateral a subir ao mesmo tempo, quem é que ainda acha que a procura aguenta tudo?


2️⃣ O Bank Millennium voltou a ganhar fôlego sem fechar o dossiê CHF

O banco polaco controlado pelo BCP fechou o 1T26 com 301 milhões de zlótis de lucro, mais 68% em termos homólogos. Os depósitos cresceram 13%, os loans to companies 40% e o TCR subiu para 17,6%, mesmo com 212 milhões de zlótis de custo antes de impostos ligados aos antigos créditos em francos suíços.

💡 Porque importa

Para o BCP, a leitura é simples: a subsidiária volta a mostrar capital e tração comercial sem ainda ter limpado o legado mais caro. Isso muda margem de manobra.

☕ Conversa de café

Com 17,6% de TCR e o problema CHF ainda aberto, quantos bancos gostavam de comprar esta folga?


3️⃣ A ASF alargou a letra miúda do seguro automóvel

A Norma Regulamentar 2/2026-R entra em vigor a 16 de junho e passa a pôr no clausulado a definição legal de “circulação” do veículo. A cobertura fica explicitamente desenhada para abranger vias privadas, zonas de acesso restrito e até uso doloso para causar danos.

💡 Porque importa

Isto mexe em wording, sinistros, prova de seguro e potencial litigância. Para seguradoras e distribuidores, junho já está em contagem decrescente.

☕ Conversa de café

Com “circulação” a cobrir mais do que estrada aberta, quem é que ainda tem clausulado velho em carteira?