1️⃣ A UniCredit comprou tempo para atacar a Alemanha
A UniCredit fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 3,2 mil milhões de euros, mais 16,1% em termos homólogos. No dia anterior, os acionistas deram ao board poder para emitir até 470 milhões de novas ações na oferta sobre o Commerzbank.
💡 Porque importa
Escala europeia deixou de ser conversa de conferência. Agora consome capital, política e margem de manobra.
☕ Conversa de café
Berlim aguenta quanto tempo a chamar isto de intrusão italiana?
2️⃣ O HSBC mostrou onde o risco já cobra
O HSBC reportou lucro antes de impostos de 9,4 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do ano passado. As perdas esperadas de crédito subiram para 1,3 mil milhões, incluindo uma exposição fraudulenta no Reino Unido e mais provisões ligadas ao conflito no Médio Oriente.
💡 Porque importa
NII e wealth ainda ajudam, mas o custo de risco voltou a ser variável de orçamento, não nota de rodapé.
☕ Conversa de café
Quantos comités ainda estão a tratar Médio Oriente como cenário paralelo?
3️⃣ O Sabadell ficou mais espanhol e menos confortável
O Sabadell ganhou 347 milhões de euros até Março, menos 29,1% do que um ano antes, pressionado por margem de juros mais baixa, comissões menores e custos não recorrentes. A venda da TSB ao Santander só entra nas contas do segundo trimestre.
💡 Porque importa
Sem a almofada britânica, a execução em Espanha fica mais visível. E a margem já não está a fazer o trabalho sozinha.
☕ Conversa de café
Depois da TSB sair, que desculpa sobra se a margem continuar a encolher?