1️⃣ O BCE voltou a pôr subida de juros na mesa Isabel Schnabel disse à Reuters que uma subida de juros em junho é necessária se o choque energético persistente continuar a empurrar a inflação para fora da meta. O BCE já vê inflação nos 3% e risco de chegar perto de 4% no fim do ano.

💡 Porque importa Para bancos, isto muda custo de funding, preço do crédito e apetite por risco. A pausa confortável nas taxas ficou menos confortável.

☕ Conversa de café Quantos comités de ALM ainda estão a trabalhar com a ideia simpática de que a próxima mexida era para baixo?


2️⃣ A moratória Kristin passou a pesar no balanço O Banco de Portugal confirmou que a moratória para créditos afetados pela tempestade Kristin vigora por 12 meses, desde 29 de abril de 2026, e que os juros vencidos podem ser capitalizados no empréstimo.

💡 Porque importa Isto evita incumprimento imediato, mas adia cash-flow e aumenta capital em dívida. Para os bancos, é gestão fina entre apoio, risco e reconhecimento de perdas.

☕ Conversa de café Quando a prestação volta a aparecer, quem é que vai explicar ao cliente que o alívio também acumulou juros?


3️⃣ A OPA da Martifer virou teste aos minoritários Um fundo reforçou na Martifer para tentar bloquear a OPA da Visabeira, enquanto associações de minoritários contestam os 2,057 euros por ação e apontam para uma avaliação perto de 3 euros.

💡 Porque importa É um caso pequeno, mas limpo: preço, liquidez e proteção de minoritários no mesmo tabuleiro. Para o mercado português, isto vale mais do que parece.

☕ Conversa de café Se a ação negoceia acima da oferta, quem ainda finge que 2,057 euros é só uma questão técnica?