1️⃣ O BdP mexeu na porta de entrada do crédito O Banco de Portugal quer baixar a taxa de esforço máxima no crédito à habitação de 50% para 45%, reduzir exceções e tornar as regras macroprudenciais vinculativas.

💡 Porque importa Isto bate direto em concessão, pricing e aprovação. Mais risco percebido no cliente passa a significar menos produção, não só spread mais alto.

☕ Conversa de café Quantos pré-aprovados ainda aguentam quando os 45% deixarem de ser conversa de supervisor?


2️⃣ O BCP voltou a pagar capital em ações próprias O BCP aprovou uma recompra até 407,5 milhões de euros, com limite de 1,184 mil milhões de ações, cerca de 8% do capital, entre 4 de junho e 4 de dezembro.

💡 Porque importa É disciplina de capital em versão acionista: depois dos dividendos, a pressão passa para CET1, execução e autorização regulatória.

☕ Conversa de café Com 75% dos resultados prometidos aos acionistas, que margem sobra para surpresas no balanço?


3️⃣ O BCE pôs os fundos no mesmo mapa de risco dos bancos O BCE diz que as vulnerabilidades financeiras continuam elevadas e aponta fundos abertos, private markets e ligações aos bancos como canais de contágio numa crise de mercado.

💡 Porque importa Para bancos, risco já não está só no crédito. Está também em funding, liquidez e contraparte quando o stress começa fora do balanço bancário.

☕ Conversa de café Quem está a medir liquidez de fundos como se ainda fosse problema dos outros?