1️⃣ O BdP pôs junho em modo aperto Álvaro Santos Pereira defendeu uma subida de juros já na reunião de junho do BCE e disse que o crédito à habitação, que cresce perto de 10%, tem de abrandar.
💡 Porque importa Isto bate em margem e risco ao mesmo tempo. Crédito mais caro ajuda NIM, mas também força repricing, concessão mais dura e mais escrutínio no pipeline hipotecário.
☕ Conversa de café Quantos bancos estão preparados para vender crédito quando o próprio supervisor quer travar a velocidade?
2️⃣ O BCE tratou stablecoins como risco bancário Isabel Schnabel disse que as stablecoins já rondam 300 mil milhões de dólares e que Tether e USDC concentram cerca de 90% do mercado, quase sempre em dólares.
💡 Porque importa Se depósitos migram para tokens, a base de funding dos bancos fica menos estável. Para a Europa, o euro digital deixa de ser projeto técnico e passa a defesa de infraestrutura.
☕ Conversa de café Quanto tempo é que um banco europeu consegue chamar isto de tema cripto antes de lhe aparecer no funding?
3️⃣ O aforro do Estado voltou a marcar preço O IGCP fixou em 2,215% a taxa bruta das novas subscrições da Série F dos Certificados de Aforro para junho.
💡 Porque importa É uma referência simples para o dinheiro parado. Bancos que pagam pouco nos depósitos continuam a competir com um produto público fácil de explicar ao balcão.
☕ Conversa de café Se 2,215% chega para tirar dinheiro da conta à ordem, quem é que ainda acha que a inércia não tem preço?