1️⃣ O crédito intermediado está a cobrar a conveniência O Banco de Portugal olhou para crédito ao consumo entre 2021 e 2025: no crédito pessoal, empréstimos semelhantes feitos por intermediários tiveram TAEG média 1,2 pontos acima da contratação direta.
💡 Porque importa Distribuição também é pricing. Se o canal chega a clientes com menor literacia, o risco de conduta não fica só no balcão.
☕ Conversa de café Quanto tempo até alguém perguntar quem está a pagar exactamente essa conveniência?
2️⃣ Os sinistros continuam a queimar os seguros A ASF recebeu 1.693 reclamações diretas no segundo semestre de 2025, mais 37% face ao semestre anterior. No mercado, houve 11.395 reclamações, menos 13%, mas 58% ainda vieram de sinistros.
💡 Porque importa O volume baixa nas seguradoras, mas sobe no regulador. A fricção está menos escondida e continua presa ao momento em que o cliente quer receber.
☕ Conversa de café Se o problema aparece no sinistro, quanto vale mesmo vender melhor a apólice?
3️⃣ O euro ganhou procura onde os bancos fazem margem O BCE diz que a emissão internacional em euros de obrigações e empréstimos subiu cerca de 30% em 2025, passando 1,1 biliões de dólares. Nas obrigações em euros, o salto foi quase 50%.
💡 Porque importa Mais emissão em euros dá escala a underwriting, cobertura, funding e gestão de balanço. Mas também aumenta a pressão por mercados de capitais europeus mais fundos.
☕ Conversa de café Quem fica com a comissão se a procura pelo euro cresce mais depressa do que a infraestrutura europeia?