1️⃣ A resolução bancária tem 231 mil milhões para rolar A EBA diz que 303 bancos europeus em plano de resolução têm requisitos MREL entre 24,6% e 28,9% dos ativos ponderados pelo risco. Só nos próximos 12 meses, há 231 mil milhões de euros de instrumentos a deixarem de contar.

💡 Porque importa Isto é funding regulatório, não detalhe técnico. Quem tiver de substituir MREL caro vai sentir no custo de capital e na estrutura do balanço.

☕ Conversa de café Quem tem MREL a vencer ainda vai tratar isto como trabalho normal de tesouraria?


2️⃣ Os seguros venderam mais, mas perderam folga A ASF diz que a produção de seguro direto subiu 18,2% no primeiro trimestre, para mais de 4,9 mil milhões de euros. O SCR ficou em 195%, menos 14 pontos do que no fim de 2025; o MCR caiu para 509%.

💡 Porque importa A receita cresce, sobretudo em Vida, mas a almofada de solvência encolheu. Para seguradoras, isto entra depressa em pricing, apetite de risco e capital.

☕ Conversa de café Com prémios a subir e solvência a descer, quem vai querer explicar isto só com volume?


3️⃣ O Estado quer comprar com dívida O Jornal de Negócios diz que o fundo soberano anunciado por Luís Montenegro não terá dotação inicial e deverá financiar compras de participações através de dívida pública gerida pelo IGCP. Banca, energia, comunicações e aeroportos estão no mapa político.

💡 Porque importa Para a banca, muda a leitura de ownership e risco soberano. O Estado pode passar de regulador e cliente a comprador potencial, com dívida nova por trás.

☕ Conversa de café Quem põe preço a um banco quando o comprador possível é o Estado com o IGCP atrás?