1️⃣ A curva portuguesa voltou a cobrar duração O IGCP colocou 703 milhões de euros da OT 2036 e 559 milhões da OT 2042. A Lusa aponta taxas de 3,439% e 3,838%, com procura acima de 2 vezes nos dois prazos.
💡 Porque importa A procura existe, mas a duração já não vem barata. Para bancos e seguradoras, a curva soberana continua a mandar no ALM, na liquidez e no preço do risco.
☕ Conversa de café Quem ainda está a comprar duração portuguesa por disciplina de balanço ou por falta de alternativa?
2️⃣ A EBA poupou um duplo reporting A EBA quer que os bancos possam usar templates FINREP alinhados com a IFRS 18 antes da aplicação obrigatória, para evitar dois formatos de resultados em paralelo.
💡 Porque importa Menos fricção operacional agora, mais trabalho de dados já. A mudança entra nas contas públicas em 2027 e no reporte prudencial até setembro desse ano.
☕ Conversa de café Quantos bancos ainda vão tratar isto como projecto de contabilidade e não de sistemas?
3️⃣ O FMI apertou o cenário da zona euro O FMI reviu o crescimento da zona euro em 2026 para 0,9%, menos 0,2 pontos que em abril, e manteve 2027 em 1,2%. A previsão global ficou em 3,0% este ano.
💡 Porque importa Crescimento fraco com inflação mais teimosa não é cenário confortável para crédito. Volumes, provisões e custo de funding ficam no mesmo tabuleiro.
☕ Conversa de café Que orçamento bancário ainda está feito para procura forte e risco benigno ao mesmo tempo?