1️⃣ O Barclays compra margem com trading e capital

O Barclays abriu o 1T26 com lucro antes de impostos de £2,8 mil milhões, RoTE de 13,5% e CET1 de 14,1%. O trading segurou o trimestre apesar de uma provisão de £200 milhões numa única exposição, e o banco ainda anunciou um buyback de £500 milhões.

💡 Porque importa

Mostra quem consegue transformar volatilidade em capital e distribuição sem largar targets. Para boards de banca universal, isto é defesa e ataque ao mesmo tempo.

☕ Conversa de café

Se um trimestre destes ainda paga buyback, quem é que aguenta o próximo susto sem fechar a carteira?


2️⃣ A Citi voltou a contratar onde quer mandatos

A Citi vai reforçar as equipas de investment banking no Japão e na China com séniores por sector para ganhar mais M&A transfronteiriço. No mesmo arranque de ano, as fees globais de investment banking subiram 12% e Hong Kong já levava mais de HK$140 mil milhões em IPOs até ao fim de abril.

💡 Porque importa

Quando um banco global volta a meter talento caro em coverage local, está a dizer que o fee pool asiático voltou a justificar ofensiva. Isto mexe em talento, pricing e quota de mandato.

☕ Conversa de café

Com TMT no Japão e “new-age” na China a voltar ao mapa, quem é que chega tarde à próxima vaga de mandatos?


3️⃣ DORA já entrou na rotina dos reguladores europeus

O Joint Committee de EBA, EIOPA e ESMA pôs a digitalização, a ciber-resiliência via DORA e a simplificação de partes do rulebook entre as prioridades centrais de 2025. No mesmo pacote, voltou a empurrar ESAP, securitização e limpeza de complexidade em PRIIPs e sustainable finance.

💡 Porque importa

Isto já não é programa paralelo de compliance. É operating model. Para bancos, seguradoras e pagamentos, a conversa passa de projeto para execução contínua.

☕ Conversa de café

Quando DORA deixa de ser iniciativa e vira rotina, quantas equipas ainda estão montadas em modo projeto?